Fazendo jus ao Lady

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Vou confessar. A primeira vez que ouvi falar de uma tal de Lady Gaga, pensei que era alguma marmota cearense. Juro. Já que aqui é o lugar das coisas inusitadas, desde Babau do Pandeiro até Messias Holanda, pensei que essa nova criatura fosse alguma velha “gagá”.

Mas essa estranheza durou poucos minutos. Um amigo – o mesmo que perguntou se eu conhecia a futura referência do pop – me apresentou just dance e logo eu saí batendo o cabelo por aí com a música afiada na ponta da língua.

O que mais me impressionou – e acredito que a quase todo mundo também – é que Lady Gaga mudou desde a música até a moda. Sabe quando dizem que, para aparecer, é necessário colocar uma melancia na cabeça? Pois ela foi lá e colocou sem nenhum remorso.

"Não tinha uma melancia e coloquei um botão. O que acha?"

Se a ideia dela era aparecer, ela conseguiu. Todo mundo já escutou pelo menos alguma de suas músicas e riu dos modelitos usados por ela.

Ainda curtindo a ressaca do Natal, descubro que a Lady Gaga foi eleita a mais bem vestida de 2010 pelos leitores da Vogue.

Ela ganhou de outras consagradas referências do fashionismo mundial, como a medalha de prata do ranking Blake Lively, Marion Cottillard, Michelle Obama, Jessica Biel, Alexa Chung, Sarah Jessica Parker, Liya Kebede, Carey Mulligan e Shala Monroque.

Com 42% dos votos, a publicação disse em nota oficial que Lady Gaga não tem limites para sua criatividade, pois já usou um chapéu feito de seu próprio cabelo, um biquíni de metal na praia e um vestido feito de carne crua. “O senso de estilo de Lady Gaga opõe-se ao previsível, é futurista e selvagem, espirituoso, e traz de volta à moda o senso de humor e a imaginação descontrolada”, justificou a Vogue.

"Um beijo para quem só usa carne de primeira"

 

"Isso é tendência, tá?"

 

"Sou tímida"

 

Na minha opinião, ela merece muito esse título. Acho que, depois do fenômeno Lady Gaga, todo mundo pode inovar, abusar e experimentar novas coisas e não ficar presa apenas no que a moda impõe. Sei que não dá para sair por aí usando um vestido feito de carne crua, mas que tal se “libertar” e criar seu próprio estilo (cuidado com a falta de bom senso, por favor)?