As águas termais do Hotel Thermas, em Mossoró

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Uma frescurinha que eu adoro é uma água termal. Uma borrifada caprichada no rosto acalma a pele depois de retirar a maquiagem; no colo, alivia o calor hidratando delicadamente. Os benefícios são muitos com o uso prolongado, incluindo até mesmo o rejuvenescimento.

Mas você já imaginou mergulhar em uma piscina de água termal? Sim, isso existe, e fica relativamente perto de Fortaleza, em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Acabei de voltar de um fim de semana no Thermas Hotel & Resort, famoso pelas águas termais e quentes. Eu já tinha ido pra outra cidade com águas termais, mas em Goiás. A cidade é Caldas Novas, e fiquei na Rio Quente (na época, anos 90, era pousada, hoje já é resort).

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Bom, em Caldas Novas rola inverno, faz friozinho em parte do ano. Em Mossoró nunca é frio. Na verdade, é MUITO, MUITO quente. A ideia de mergulhar em uma piscina quente pode parecer bizarra, mas é uma delícia – juro! O Thermas é um cartão postal de Mossoró.

Famosíssimo, construído na década de 1970, ele foi crescendo e se modernizando até virar o que é hoje, um resort com parque aquático, lago artificial com pedalinho e caiaque, minifazenda com bichinhos e a atração mais bizarra de lá, o primeiro poço de petróleo da região.

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Como hotel, a estrutura do Thermas é simples. Ficamos em um quarto com duas camas de solteiro e uma de casal. Fomos eu, Igor, Penélope e minha mãe. O banheiro é simples, mas tem secador. O quarto tem ar-condicionado, que a gente deixou ligado direto. A gente até tentou abrir a cortina do quarto pra entrar luz, mas estávamos no térreo, e o janelão dá direto pro estacionamento – ou seja, quem estiver lá vai ter visão direta pro quarto. Não tem nem um fumezinho pra deixar menos invasivo.

Pensamos em abrir a janela pra descansar do ar condicionado e ver se melhorava o sinal do wi-fi (que chegava muito ruim e inconstante no quarto), mas ela é presa com parafusos e impossível de abrir. Não entendi nada.

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O café da manhã é incrível. Rola no restaurante principal, que é muito bonito e confortável, com um jazz tocando baixinho. Muitas opções maravilhosas, entre as mais regionais, como cuscuz, tapioca e macaxeira cozida, e as mais comuns, como pão de queijo, omelete, pães, bolos e frutas. Mas a paz e o conforto sonoros que há no restaurante não são encontrados na área do parque aquático.

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Como parque aquático, o Thermas tem muita diversão pra família inteira. Todas as piscinas são quentinhas. As águas termais saem de uma fonte fumegante em uma região mais alta do terreno. As primeiras piscinas são as mais quentes, com 44º e 41º. Tentei entrar, mas não passei da escada. Depois vêm as de 37º. Essas são as de água termal pura, sem tratamento, sem cloro, sem química. Era nessas que eu queria entrar.

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Conforme o terreno vai descendo, como uma ladeira, a água de uma piscina vai passando para a outra com a gravidade e perdendo calor. As piscinas mais ~frias~ são de 34º e já têm tratamento. É também nessas onde ficam os brinquedos, fontes, toboáguas e coisas de parque aquático. Nessas não fui.

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Eu queria mesmo era ter ficado de molho na piscina de água termal, quentinha, relaxando, mas o hotel mesmo tratou de me tirar de lá logo: é nessa área que fica localizado um telão e rola a programação baladeira que eles preparam todo dia.

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Durante o dia, é sertanejo, pagode e todo tipo de música que não dá sossego (cadê jazz do café da manhã?). À noite, tem banda tocando pop rock, MPB, tudo tão alto que dava pra ouvir do quarto. No pôr do sol, eles botam um saxofonista teoricamente tocando o Bolero de Ravel, mas o arranjo tava mais pra Kenny G. Amplificam o instrumento e espalham pro hotel inteiro, achando superelegante, mas só é chato mesmo.

Pra mim, a estadia no Thermas foi um misto de sentimentos: queria estar ali pra relaxar, curtir umas piscinas quentinhas e ter paz e silêncio, mas só encontrei isso em parte. A música incomodou bastante e talvez eu só pense em ir lá de novo quando a Penélope estiver grande e puder curtir as piscinas e o parque aquático. Pelo menos ela vai se divertir bastante.