Modolo: Um afago de avó, Aimê Café!

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Kievitskroon
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Comfort food é um conceito de comida nostálgica, equivale a um abraço, ao colo da avó, um cheiro de mãe, um cafuné!

Sabe quando aquele cheiro, aquele sabor familiar te faz viajar, te traz boas lembranças e de repente você está com um sorriso no rosto?

Quem assistiu ao filme Ratatouille deve se lembrar que o crítico gastronômico Anton Ego quando está pronto para fazer sua avaliação do restaurante onde se passa toda a trama do ratinho cozinheiro foi surpreendido pelo sabor nostálgico do prato que dá nome a animação.

No cenário gastronômico local, poucas são as casas que conseguem fazer isso com maestria. Uma delas é o Aimê Café!

Meu primeiro contato com a casa foi quando Ana Lúcia (proprietária) começando a conceber o negócio me procurou para uma consultoria por uma indicação da Carol da Tortelê. Desde então, através do Senac Consultoria acompanhamos o nascimento do conceito, a primeira versão do cardápio.

Ana recebendo Laris e eu com todo o amor no Aimê

Lembro de uma das primeiras reuniões que acompanhei entre a equipe Aimê e minha equipe de consultores onde foi colocado que: “Queremos vender experiência, aconchego! Quero que o cliente sinta-se acarinhado como na casa de vovó”.

E a partir desse desejo, todo o conceito de conforto gastronômico permeou cada detalhe do Aimê.

Vergonhosamente, por falta de tempo mesmo, só os consegui visitar no lançamento dessa nova versão do cardápio, mas fiquei encantado! Primeiro com a arte e o conceito desenvolvido pela Abracadabra Design, que trouxe manchas de café, rusticidade, mas ao mesmo tempo aconchego e descontração.

Mas o que mais me encantou foram os detalhes do serviço, o porta guardanapo de crochê, toalhinhas, pratos de louça antiga, heranças da casa da avó da Ana, mobília, carinho, mimos em cada canto.

E então o cardápio vem coroar essa experiência. Mesmo não sendo cearense nato, fiquei muito confortável com a proposta. E aproveitei essa esfera para ousar uma montagem que me trouxe lembranças da minha infância.

Dentre as guloseimas que provamos, tínhamos uma rosquinha de queijo de massa superleve, que foi impossível comer uma só!

Rosquinhas de queijo

Seguindo de um bolo de rapadura que estava molhadinho, perfumado e macio. Deliciosamente acompanhado por um espresso!

Bolo de Rapadura

Contudo o ponto alto das novidades do cardápio foram as mini bruacas, essas me conquistaram de vez! Como a massa é muito parecida com filhós ou bolinhos de chuva (na minha terra) já me acarinhou pelas lembranças da infância, da escolinha e da merenda da Tia Naiva (que preparava bolinhos maravilhosos para o lanche da criançada). Porém os acompanhamentos fecharam meu devaneio. Esse prato do Aimê Café acompanha geleia, mel de cana e queijo cremoso.

Mini Bruacas

E aí preciso contar uma historia rápida para vocês a fim de que entendam onde ficou a minha memória gastronômica. Meu avô Herbert Reyer sempre comia pão passando requeijão em uma metade e mel na outra, um hábito que ainda mantemos na família e adoramos. Então eu peguei uma “bruaquinha” e passei queijo cremoso e joguei o mel de cana por cima pra matar um pouco de saudade do meu avô, da família através do paladar. Que viagem maravilhosa! Parece que eu estou vendo meu velho glutão germânico sentado na sala de pijamas com os pés na mesinha de centro se deliciando com seu pão de queijo e mel. Saudade imensa!

Dica: Mini bruacas com queijo cremoso e mel de cana

Esta forma de fazer gastronomia tem sido muito apreciada e o Aimê Café tem sido muito feliz na proposta. Mas antes de encerrar preciso ressaltar apenas uma coisa, a casa só consegue isso porque Ana coloca um ingrediente mais do que especial em cada detalhe, escolha de ingrediente, receitas e produtos: Amor e Carinho!

Beijos e até o nosso próximo encontro com a gastronomia temperada com algumas especiarias.

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