Beleza Orgânica – ou o longo caminho para evitar uma pele em fúria

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Oi, pessoal! Rafa Nunes por aqui. Essa é a minha primeira contribuição para o Penteadeira, e já resolvi chegar contando uma experiência pessoal que estou tendo com produtos de beleza orgânicos e naturais.

Antes de tudo, acho importante contar um pouquinho sobre mim: tenho 34 anos, trabalho com design gráfico e consultoria de estilo e tenho pele acneica desde que me conheço por gente. A origem dos meus problemas é hormonal, começou aos 12 anos (olá, ovários policísticos!) e durante muito tempo foi controlada com o uso de anticoncepcionais. Mas aos 23, descobri que tenho trombofilia e fui terminantemente proibida por todos os médicos de fazer qualquer tratamento que incluísse o uso de hormônios.

Rafa Nunes

Acho que quem é mulher já imagina o sufoco que foi ter que me virar anos sem o uso de anticoncepcional comum, mas se por um lado teve a parte ruim, também foi muito positivo para conhecer melhor o funcionamento do meu corpo e do meu ciclo.

Já em relação à pele, eu nunca consegui ver lado positivo – lidar com acne na adolescência já foi péssimo, mas na vida adulta e no sol escaldante de Fortaleza, era ainda pior ter que dar conta daqueles cistos doloridos. Entre idas e vindas a vários dermatologistas, encontramos um tratamento diário com um gel que conseguiu controlar sensivelmente a quantidade de cravos e espinhas, e a maquiagem se tornou uma aliada para disfarçar o que tanto me incomodava.

Há cerca de três anos me mudei para São Paulo e sinto informar aos visitantes que pretendem virar moradores: aquela impressão que a gente tem de que a pele “melhora” aqui devido ao frio é extremamente passageira. Com as amplitudes térmicas e a alta poluição, a nossa pele sofre MUITO por aqui. A minha enlouqueceu e ficou ainda mais sensível do que já era. Quase um ano e meio depois da mudança e de muitas raivas em frente ao espelho, consegui finalmente encontrar uma dermato que me receitou outro medicamento, e a situação ficou parcialmente controlada.

Cosméticos orgânicos
Cosméticos orgânicos

Mas o clima de Sampa não é para os fracos: aqui, esse medicamento me causava ressecamento (e minha pele é oleosa, pasme!), irritabilidade, linhas de expressão aparecendo mais do que nunca no meu rosto. Eu estava com as espinhas controladas, mas bem insatisfeta.

E só encarava uma eterna fila de médicos que sempre me diziam: “com uma pele sensível assim e já usando medicamento com retinol, não tem nenhum tratamento extra anti-idade que eu possa te indicar e que eu garanta que não vai dar conflito”.

Ora, se você é adepto de cuidados com a pele, sabe bem que qualquer creminho de farmácia já é uma facada, imagina os cosméticos manipulados/multifuncionais/mágicos que fazem tanto sucesso por aí… Os poucos que tentei, acabei com mais erupções na pele e dinheiro jogado fora. E isso não aconteceu só com tratamentos, pois com maquiagem era até mais comum ter resultados ruins.

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Já tinha dado minhas tentativas por encerradas e estava decidida a continuar a rotina de beleza bem simplinha de Effaclar + protetor pela manhã e Effaclar + Epiduo à noite quando comecei a conhecer algumas marcas de beleza que trabalham com ativos naturais e orgânicos, e fui ficando cada vez mais curiosa sobre o assunto.

Aqui em São Paulo é bem comum ter feiras que reúnem pequenos produtores de moda/design/arte/beleza, e foi em uma dessas que, passeando com uma amiga que é vegana (eu não sou), ela me apresentou a Be.Or  – uma marca que produz cosméticos orgânicos em pequena escala e com preços superjustos (vende online, é só clicar ali no link). Ela elogiou muito o sérum noturno da marca e eu tomei coragem de testá-lo.

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Sobre o sérum em si, ele é composto de:  aloe vera orgânico, óleo de jojoba orgânico, óleo de rosa mosqueta orgânico, óleo de copaíba orgânico, óleo essencial de palmarosa, óleo essencial de junípero, óleo essencial de lavanda, óleo essencial de tea tree orgânico, óleo essencial de alecrim, vitamina E orgânica (tocopherol).

O cheiro me agradou, pois o aroma de copaíba é bem acentuado e eu AMO um “cheirinho de planta”. Confesso que quando li rosa mosqueta e vitamina E, meu coração já deu pulinhos, pois sei que ambos são largamente usados como antioxidantes e antissinais, mas o que me convenceu mesmo foram o tea tree (melaleuca) e a copaíba, pois são poderosos anti-inflamatórios. Já usei óleo essencial de tea tree para ajudar com erupções monstruosas na pele algumas vezes e tive bons resultados, e a copaíba já me salvou de uma sequência cruel de faringites que antibiótico nenhum tava dando conta.

Sabe aquela situação em que você vê grandes possibilidades de vitória (e ainda com um precinho mara)? Eu tinha que arriscar, né?!

Duas semanas depois e com o verão tinindo de tanto calor, tô aqui pra informar: Tá dando certo, pessoal! Minha pele tá mais hidratada, viçosa, a oleosidade controlada e o melhor: sem erupções! Para quem andava há tanto tempo à procura de uma ajudinha extra que não resultasse numa “pele em fúria”, acho que finalmente achei meu novo companheiro de aventuras! Tô me sentindo uma verdadeira campeã!

E como em time campeão a gente gosta mesmo é de intensificar os treinos, agora o meu objetivo é ir trocando aos poucos outros cosméticos por outras opções de marcas com fórmulas mais naturais e “cruelty-free. Há tempos já tenho vontade de trocar o meu desodorante (deus me ajude!), mas a minha próxima tentativa vai ser maquiagem! Vou testar um blush e um batom vermelho (sem chumbo!) de uma marca vegana nova de cosméticos, a CARE Natural Beauty.

(A Júlia Norões já escreveu sobre marcas veganas de cosméticos aqui e aqui)

Prometo que venho contar os resultados por aqui. Me aguardem!